Eu não aprendi nada com os erros do passado. Começo esse texto com essa frase, porque é a coisa que faz mais sentido nesse momento, pelas mais diversas razões. É incrível como sempre estamos em situações cíclicas, que vão e voltam como gangorras ou io-iôs.
Depois de muitos livros e filmes sobre as coisas em que eu terminantemente deveria ter aprendido algo, e absorvido todos os exemplos como uma esponja, o contrário ocorre. Como numa batalha desesperada com meu ego, meus pensamentos, e um desejo tremendo de quebrar coisas com bastões de baseball, me vejo nesses ciclos da confusão desrregrada (sim, acreditem, até pra se estar numa confusão é preciso organização.) que só aumentam e se unem, cada coisa nova que me acontece e me faz ter vontade de morrer sufocada em um travesseiro, como nas novelas.
É como uma praga, uma peste, me vejo em situações idiotas e só tomo noção disso geralmente depois de ter vivido-a.E nem toda a raiva, e nem todo o desespero, nem as perguntas, nem as lágrimas, nem nada do que puder imaginar vai me fazer mudar as situações se não encontrar uma maneira de conduzir tudo diferente.
Afinal, o que é preciso para se reinventar? Como nos filmes, aonde personagens incríveis tem viradas incríveis e fazem tudo acontecer num passe de mágica, ou como nos depoimentos de fiéis de igrejas, que estavam no "fundo do poço" e depois passam por momentos incrívemelmente bons, com tudo aos seus pés, facilidades e tudo graças ao "louvor a Deus". Acredito no poder de Deus e em uma religião, e não tenho nada haver com as escolhas alheias, além de respeitá-las, porém fico sem palavras ao ver que todas as ideias de mudança e reinvenção que nos são vendidas todos os dias na TV são apenas mais uma mentira para despedaçar muitos corações e mentes.
Todo dia tudo acontece. As pessoas nascem, morrem, ganham na mega-sena, tem filhos, tem cancer, perdem seus cabelos, compram roupas, tem orgasmos, comem, passam fome, são demitidas, são promovidas, e ai, pra que vivemos tantas coisas se no fim só temos incertezas? Pra que nos encontramos nessa trama de vivências, experiências e lições, para depois termos uma morte física e depois uma vida espiritual incerta (para os que acreditam em vida espiritual, como eu)?
É claro que nada é por acaso, nem os acontecimentos, nem os sentimentos humanos, mas mesmo assim, sempre estamos nesse mar, afogados nessas garrafinhas cheias de nós mesmos transboradando até a tampa.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Não aprendemos nada.
Postado por Fabiana Falcão às 07:48 0 comentários
Marcadores: Filosofando, Lamentação, Pensamentos, Reclamação
Assinar:
Postagens (Atom)
